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Este estudo enfocou dois métodos de<br>prospecção geofísica: o método eletromagnético e<br>eletrorresistivo para caracterização do complexo Alcalino<br>de Pariquera Açu (SP), quanto à condutividade e à<br>resistividade. Foram feitas algumas medidas de<br>susceptibilidade magnética.<br>O Método Eletromagnético (EM34) foi muito<br>eficiente para mapear o manto de alteração da alcalina,<br>devido à presença de argila e produtos de intemperismo<br>como goethita (derivada do piroxênio), gerando um forte<br>contraste físico, visto que o manto de alteração<br>apresenta alta condutividade, relativamente à alcalina.<br>Concluí-se também que a cobertura sedimentar central é<br>proveniente do intemperismo da alcalina, com pouca<br>contribuição alóctone. A susceptibilidade da rocha<br>encaixante é praticamente nula enquanto a<br>susceptibilidade da alcalina é muito maior, apresentando<br>um valor máximo de 1,98 no S.I. medido na rocha<br>aflorante, composta possivelmente por theralitos. Isto<br>ocorre devido à presença de magnetita e Ti-magnetita<br>existente na rocha (Morbidelli et al., 2000).<br>O método de eletrorresistividade revelou um<br>possível topo rochoso, de alta resistividade, muito<br>fraturado, a profundidade aproximada de 40 m entre 220<br>e 680 m do caminhamento, apresentando resistividades<br>que variam entre 600 a 2000. No mapa de cargabilidade<br>nota-se também que há altos de IP na distância 430 e<br>850 m. Estes pontos mostram que são regiões onde<br>acontece a polarização, por conter maior quantidade de<br>materiais condutivos, são facilmente polarizáveis.