1887

Abstract

Um dos procedimentos fundamentais da sismologia é a localizaçăo de epicentros. Para que isso aconteça é necessário saber a variaçăo da velocidade da onda P de acordo com a profundidade (modelo de velocidades) e consequentemente os tempos de percurso da onda P. O método mais utilizado na determinaçăo epicentral é o método de mínimos quadrados de Geiger (1910), onde usa-se um epicentro inicial e um processo iterativo de aproximaçăo até obter uma localizaçăo precisa do epicentro. O primeiro modelo global desenvolvido foi o de Jeffreys & Bullen (1940), sendo mais representativo das velocidades do manto superior em regiőes de borda de placa, devido ŕ influęncia dos terremotos em zonas ativas. Outro modelo conhecido é o de Herrin (1968), no qual possui uma distribuiçăo de estaçőes e epicentros mais uniforme, incluindo explosőes nucleares. Assim, seu modelo é mais representativo da estrutura abaixo dos continentes e é bastante utilizado em softwares de determinaçăo epicentral. O modelo médio global mais aceito na atualidade é o IASP91 (Kennet & Engdahl, 1991) e as diferenças mais significativas entre este modelo e o de Jeffreys & Bullen (1940) estăo no manto superior e no núcleo. Posteriormente, Kennett et al. (1995) começou com as melhores características do IASP91 (Kennet & Engdahl, 1991) e aperfeiçoou o modelo de referęncia global para AK 135 (Kennett et al., 1995), tendo como diferença o gradiente de velocidade para a camada D'' e a linha base para tempos de percurso da onda S. Em 1990, foi desenvolvido por Kwitko & Assumpçăo (1990), um modelo de velocidades para o Brasil denominado modelo BR. Esse modelo adaptado para o Brasil tinha o objetivo de minimizar os resíduos, aumentando assim a precisăo na determinaçăo de epicentros de sismos no Brasil. Em seguida, outro modelo adequado a estrutura litosférica do Brasil foi desenvolvido por Ardito (2009), chamado de New BR. O Laboratório Sismológico da UFRN desenvolve há quase vinte anos, estudos de sismicidade no nordeste brasileiro, regiăo onde se encontra uma das maiores atividades sísmicas intraplaca do país (Figura 1). Por isso, o conhecimento da espessura crustal é muito importante para se vincular modelos geotectônicos e gravimétricos, além de proporcionar subsídios para se estabelecer um modelo de velocidades de propagaçăo de ondas sísmicas regionalmente. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo a determinaçăo de um modelo de velocidades válido para a Província Borborema, no nordeste do Brasil.

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2012-11-27
2021-10-24
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