1887

Abstract

Na sísmica de reflexão rasa, com alvos de profundidade até 100 metros, frequentemente ocorrem situações em que são utilizados afastamentos fonte-receptor longos em relação à profundidade dos refletores, para que alguns tipos de ruídos coerentes sejam evitados e também para tirar vantagem do fato das reflexões em afastamentos longos serem mais fortes. Entretanto, a utilização de afastamentos longos traz outros desafios para o processamento dos dados: i) a aproximação hiperbólica para a equação de tempo de trânsito, convencionalmente utilizada nos procedimentos de análise de velocidades, não é válida, resultando na determinação de velocidades erradas; ii) o estiramento do pulso devido a correção de normal moveout (NMO) é acentuado, onde o procedimento usual é o silenciamento dos sinais; iii) mudança na fase do pulso refletido acima do ângulo crítico de incidência. Os três aspectos mencionados acima são considerados neste trabalho. Contudo, o principal alvo de estudo desta pesquisa é a identificação e correção das mudanças de fase nos pulsos refletidos. O fenômeno de mudança na fase das wavelets para reflexões acima do ângulo crítico foi discutido em detalhe nos trabalhos de Arons & Yennie (1950) e Aki & Richards (1980) e foi observado nos trabalhos de Pullan & Hunter (1995) e Diogo, Diagon & Prado (2004). Sendo que nestes trabalhos a mudança na fase prevista e/ou observada é independente da frequência, ou seja, pode ser corrigida através de uma rotação constante na fase do traço sísmico. Uma forma de correção da fase do traço sísmico através da maximização do kurtosis foi mostrada por Levy & Oldenburg (1987), Longbottom et al. (1988) e White (1988). O objetivo da metodologia empregada nestes trabalhos foi reduzir os graus de incerteza encontrados na deconvolução por mínima entropia de Wiggins (1978). Desta forma o método de rotação por fase constante do traço sísmico foi empregado após o procedimento de deconvolução por fase mínima ou divisão do espectro de amplitude no domínio da frequência, corrigindo a fase residual observada. Tanto a deconvolução por mínima entropia quanto o método de rotação de fase constante são baseados na maximização do kurtosis para que o traço resultante possua um valor mínimo de entropia. Considerando o trabalho de Berkhout (1977), onde é dada uma equação para o comprimento efetivo da wavelet, uma wavelet de fase zero possui menor comprimento e maior amplitude. Sendo assim, a correção por fase constante poderia melhorar o empilhamento e a interpretação das seções. Além disso, seria possível medir a correção aplicada para levar a wavelet para fase zero, possibilitando estudar melhor o efeito da mudança de fase em reflexões após o ângulo crítico. No trabalho de Bodine (1984), outra metodologia que pode ser empregada na medição da fase do evento de reflexão foi proposta. Foi observado que a fase instantânea do traço sísmico no ponto coincidente com o máximo do envelope representa a fase da wavelet presente na janela analisada. Este método apresenta restrições de utilização, os eventos de reflexão precisam possuir uma distância em tempo considerável entre si, como apontado em Perz, Sacchi & O’ Byrne (2004). Entretanto em situações com as características necessárias esta é uma medida mais rápida. Neste trabalho são apresentados resultados para dados sintéticos e reais de correção da wavelet de uma determinada reflexão para a fase zero. Para isto foram verificadas duas formas diferentes de medição do ângulo de correção. Os resultados foram avaliados quanto à melhoria no empilhamento da seção e quanto à precisão da estimativa da fase de correção.

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2012-11-27
2021-10-27
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